De Portugal para o Mundo...
Profeta Muhammad (S.A.W.)
Maomé ou Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) foi um líder religioso e político árabe. Segundo a religião islâmica, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) é o último profeta do Islão e o selo de profecia.
Para os muçulmanos, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) foi precedido no seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu às conquistas árabes aquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu desde a Pérsia até à Península Ibérica.
Um ser humano igual a nós
Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim um ser humano. Nascido em Meca, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) foi durante a primeira parte da sua vida um mercador que realizou extensas viagens no contexto do seu trabalho. Tinha por hábito retirar-se para orar e meditar nos montes perto de Meca. Os muçulmanos acreditam que ano de 610, quando Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) tinha quarenta anos, enquanto realizava um desses retiros espirituais numa das cavernas do Monte Hira, foi visitado pelo anjo Gabriel que lhe ordenou que recitasse uns versos enviados por Deus. Estes versos seriam mais tarde recolhidos e integrados no Alcorão. Gabriel comunicou-lhe que Deus tinha-o escolhido como último profeta enviado à humanidade.
Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) não rejeitou completamente o judaísmo e o cristianismo, duas religiões monoteístas já conhecidas pelos árabes. Em vez disso, informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido corrompidos e esquecidos.
Muitos habitantes de Meca rejeitaram a sua mensagem e começaram a persegui-lo, bem como aos seus seguidores. Em 622 Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) foi obrigado a abandonar Meca, numa migração conhecida como a Hégira (Hijra), tendo-se mudado para Yathrib (actual Medina). Nesta cidade, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) tornou-se o chefe da primeira comunidade muçulmana. Seguiram-se uns anos de batalhas entre os habitantes de Meca e Medina, que se saldaram em geral na vitória de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) e dos seguidores. A organização militar criada durante estas batalhas foi usada para derrotar as tribos da Arábia. Por altura da sua morte, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) tinha unificado praticamente todo o território sob o signo de uma nova religião, o Islão.
O nome completo de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) em árabe pode ser transliterado como Abu al-Qasim Muhammad ibn 'Abd Allah ibn 'Abd al-Muttalib ibn Hashim, sendo que Muhammad significa "louvável" e seu nome completo inclui o nome "Abd Allah", que significa "servo de Deus". Este nome já era comum na Arábia antes do surgimento do Islão, não sendo por isso necessário ver nele um epíteto criado pelo próprio.
Hoje em dia, porém, alguns arabistas, islamólogos e historiadores lusófonos estão a optar por utilizar a forma Muhammad em vez de Maomé, por considerarem que esta é a transliteração mais correcta a partir do árabe, sendo sua pronúncia a mais aproximada ao nome original (de facto, nos últimos anos, uma parte significativa e crescente da produção científica em Portugal na área dos estudos árabes e islâmicos tem vindo a consagrar este uso).
Biografia de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele)
As principais fontes para o estudo da vida de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) são o Alcorão, as biografias surgidas nos primeiros séculos do Islão (nos séculos VIII e IX, conhecidas como siras) e os Ahadith (livros que contêm os ensinamentos e conselhos do Profeta).
Embora o Alcorão não seja uma biografia de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele), ele proporciona informações sobre a sua vida. Entre as suras, destaca-se a sura de Ibn Ishaq. Os Ahadith (singular hadith) são os relatos daquilo que o profeta disse, fez ou aprovava, e foram transmitidos através de uma cadeia oral.
Muhammad nasceu em Meca a 12 de Rabi al-Awwal (terceiro mês do calendário árabe) no "ano do Elefante". Este ano recebeu esta denominação porque nele se verificou o ataque pelas tropas de Abraha (governador do sul da Arábia ao serviço do imperador da Etiópia) que estavam equipadas com elefantes. Na era cristã, este ano corresponde a 570.
Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) pertencia ao clã dos Hachemitas, por sua vez integrado na tribo dos Coraixitas (Quraysh, "tubarão"). Era filho de Abdalá e de Amina. Seu pai faleceu pouco tempo antes do seu nascimento, deixando à esposa como herança cinco camelos e uma escrava.
Entre as famílias de Meca existia na época a tradição de entregar temporariamente as crianças às famílias beduínas que viviam no deserto, uma vez que se considerava que o clima de Meca era pouco saudável; para além disso, acreditava-se que uma temporada de vida no deserto prepararia melhor a criança para a vida adulta. Em troca desta adopção temporária, os beduínos recebiam presentes dos habitantes de Meca. Apesar das limitações económicas, Amina entregou Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) aos cuidados de uma ama-de-leite chamada Halíma (Haleemah).
Quando Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) tinha seis anos de idade a sua mãe faleceu; passou a viver então com o seu avô paterno, Abd al-Mutalib, e com os filhos destes, entre os quais se encontravam Abbas e Hamza e que eram praticamente da mesma idade que Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele), fruto de um casamento tardio do avô. Abd al-Mutalib ocupava em Meca o importante cargo de siqáya (serviço de distribuição pelos peregrinos da água sagrada do poço de Zamzam).
Dois anos depois, o avô de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) faleceu e este foi viver com o seu tio Abu Talib, novo chefe do clã Hachemita.
Meca era nesta altura uma cidade-estado no deserto, onde se encontrava um santuário conhecido por Caaba ("Cubo") administrado pelos Coraixitas. A Caaba era venerada por todos os árabes, sendo alvo de uma peregrinação anual. Nela se encontrava a Pedra Negra e uma série de ídolos, representações de deusas e de deuses, dos quais se destacava o deus nabateu Hubal. Alguns habitantes de Meca distanciavam-se quer dos cultos pagãos, quer do monoteísmo dos judeus e dos cristãos, declarando-se hunafá, isto é, crentes no Deus único de Abraão, que acreditavam ter sido o fundador da Caaba. Apesar de a cidade não possuir recursos naturais, ela funcionava como um centro comercial e religioso, visitado por muitos comerciantes e peregrinos.
Durante a adolescência Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) foi pastor e teria também acompanhado o seu tio em expedições comerciais à Síria. Segundo os relatos muçulmanos, quando Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele), o seu tio e outros acompanhantes regressavam de uma destas viagens cruzaram-se perto de Bosra com um eremita cristão chamado Bahira que após ter examinado Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) concluiu que este era o enviado que todos aguardavam. Bahira recomendou a Abu Talib que levasse o seu sobrinho para Meca e que velasse pelo bem-estar deste.
As esposas de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele)
Por volta de 595 Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) conheceu Khadija, uma viúva de 40 anos de idade. O jovem (na altura com 25 anos de idade) impressionou Khadija pela sua honestidade nos negócios de tal forma que ela propôs o casamento. Este casamento representou uma mudança social para Muhammad, já que segundo os costumes árabes da época os menores não herdavam, razão pela qual Muhammad nada tinha recebido da herança do pai e do avô. Muhammad permaneceu com Khadija até à morte desta em 619. Khadija teve seis filhos de Muhammad, quatro mulheres (Zainab, Ruqayyah, Umm Kulthum e Fátima) e dois homens (Al-Qasim e Abdullah, que faleceram durante a infância).
Durante a sua vida e depois da morte de Khadija, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) viria a casar com outras quinze mulheres, na sua maioria viúvas, excepto Aicha. Estas mulheres eram viúvas de companheiros de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele), tinham uma idade avançada e o casamento com o profeta surgia como uma forma de garantir protecção e estabilidade económica. Em outros casos os casamentos serviram para cimentar alianças políticas.
Uma das esposas mais importantes de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) foi Aicha, a sua segunda esposa, que tinha seis anos de idade na altura do seu noivado e segundo registos, catorze anos na altura de seu casamento com o profeta.
Um ano antes da sua morte, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) dirigiu-se pela última vez aos seus seguidores naquilo que ficou conhecido como o sermão final do profeta. A sua morte em Junho de 632 em Medina, com a idade de 62 anos, deu origem a uma grande crise entre os seus seguidores. Na verdade, esta disputa acabaria por originar a divisão do Islão nos ramos dos sunitas e xiitas. Os xiitas acreditam que o profeta designou Ali ibn Abu Talib como seu sucessor, num sermão público na sua última Hajj, num lugar chamado Ghadir Khom, enquanto que os sunitas discordam.
A revelação e profecia
Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) tinha por hábito passar noites nas cavernas das montanhas próximas de Meca, praticando o jejum e a meditação. Sentia-se desiludido com a atmosfera materialista que dominava a sua cidade e insatisfeito com a forma como órfãos, pobres e viúvas eram excluídos da sociedade. A tradição muçulmana informa que no ano de 610, enquanto meditava numa caverna do Monte Hira, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) recebeu a visita do arcanjo Gabriel (Jibreel) que o declarou como profeta de Deus. Desde este momento e até à sua morte, também recebeu outras revelações.
Ao receber estas mensagens, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) teria transpirado e entrado em estado de transe. A visão do arcanjo Gabriel o teria perturbado, mas a sua mulher Khadija o reconfortou, assegurando que não se trataria de uma possessão de um génio. Para tentar compreender o sucedido, o casal consultou Waraqa, um primo de Khadija que se acredita ter sido cristão. Com a ajuda deste, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) interpretou as mensagens como sendo uma experiência idêntica à vivida pelos profetas do judaísmo e cristianismo.
As primeiras pessoas a acreditar na missão profética de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) foram Khadija e outros familiares e amigos que se reuniam na casa de um homem chamado Al-Arqam. Por volta de 613, encorajado pelo seu círculo restrito de seguidores, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) começou a pregar em público. Ao proclamar a sua mensagem na cidade, ganhou seguidores, incluindo os filhos e irmãos do homem mais rico de Meca. A religião que ele pregou tornou-se conhecida como Islão ("submissão à vontade de Deus").
À medida que os seus seguidores cresciam, ele se tornava uma ameaça para as tribos locais, especialmente aos Coraixitas, a sua própria tribo, que tinha a responsabilidade pelo cuidado da Caaba, que nesta altura hospedava centenas de ídolos que os árabes adoravam como deuses.
A intolerância e perseguição existente em Meca
Apesar da mensagem monoteísta de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) ter sido aceite por alguns habitantes de Meca, muitos rejeitaram-na. Os conceitos religiosos por ele apresentados, e em particular a ideia de um Julgamento Final, geravam incredulidade e zombaria junto dos habitantes de Meca. Pediam-lhe que fizesse um milagre capaz de comprovar as suas alegações ou então acusavam-no de estar possuído por um jiin (um espírito maligno). Para além disso, ele tornou-se muito impopular com os governantes, e seus seguidores foram alvos de ataques físicos repetidos, bem como de ataques às suas propriedades.
De acordo com os relatos, alguns dos habitantes de Meca lançaram ataques vigorosos e brutais contra esta nova religião: forçaram pessoas a deitar-se sobre areia ardente, colocaram enormes pedras sobre seus peitos, derramaram ferro derretido sobre eles. Muitos teriam morrido, mas a fé prevaleceu. Esta perseguição não atingiu inicialmente o próprio Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele), pelo simples motivo da sua família deter muita influência. No entanto, estas circunstâncias tornaram-se intoleráveis e Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) aconselhou alguns dos seus seguidores a irem para a Abissínia por volta do ano 615.
Os habitantes de Meca obrigaram Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) a deixar a sua missão religiosa oferecendo-lhe poder político. À medida que os seus seguidores aumentaram, os seus oponentes tentaram demovê-lo a deixar ou alterar a sua religião. Ofereceram-lhe uma boa parte do comércio e o casamento com mulheres de algumas das famílias mais ricas, mas ele rejeitou todas estas ofertas. Os habitantes de Meca acabaram por exigir que Abu Talib entregasse o seu sobrinho Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) para execução. Uma vez que ele recusou, a oposição exerceu pressão comercial contra a tribo de Muhammad e seus apoiantes. Houve também uma tentativa de assassinato. Após a morte do seu tio e de Khadija no ano de 619 (ano a que a tradição muçulmana se refere como o "Ano da Tristeza"), o próprio clã de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) retirou-lhe a protecção.
Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) mudou-se então para a cidade de At-Ta'if, onde não encontrou apoio por parte dos seus habitantes. Por esta razão ele regressou à Meca. Então sofreu abusos, foi apedrejado e atirado contra espinhos e lixo. Os seus inimigos preparavam-se para tentar novamente assassiná-lo.
Em 622 e em resultado do incremento da perseguição aos muçulmanos, estes começaram a deixar Meca em direcção a Yathrib, uma cidade a cerca de 350 km a norte de Meca, que mais tarde passaria a ser conhecida por Medina. Esta migração é conhecida como a Hégira, palavra por vezes traduzida como "fuga", embora o seu sentido preciso seja de "emigração", mas não num sentido geográfico, mas de separação em relação à família e ao clã. O calendário islâmico tem início no dia em que começou a Hégira, 16 de Julho de 622.
A Hégira para Medina
A migração de Meca para Medina não foi um acto impulsivo, mas o resultado de contactos prévios. No Verão de 621, doze homens de Medina visitaram Meca durante a peregrinação anual e declararam-se muçulmanos. Em Junho do ano seguinte, uma delegação de setenta e cinco medineneses também se declara muçulmana em Meca e jura proteger Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) de qualquer ataque. Os primeiros muçulmanos começaram a abandonar Meca em Julho de 622; na época a viagem duraria nove dias. Os muçulmanos partiram em pequenos grupos e como tal não se gerou desconfiança entre os mequenses.
Muhammad partiu em Setembro, tendo conseguido escapar a um plano que visava matá-lo. O plano estabelecia que um homem pertencente a cada um dos clãs de Meca enfiaria a sua espada em Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele); desta forma, a vingança (conceito enraizado entre as tribos árabes) seria difícil de concretizar. O plano fracassou uma vez que Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) fugiu durante a noite, tendo deixado a dormir na sua cama Ali, vestido com o seu manto verde. Quando o grupo pretendia executar o plano deparou-se com Ali, que nada sofreu. Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) chegaria a Medina a 24 de Setembro.
Medina era um oásis que tinha na agricultura a sua principal actividade económica. Nesta cidade viviam três tribos judaicas, talvez aí chegadas depois da destruição do Segundo Templo pelos Romanos em 70 e duas tribos árabes pagãs, os Khazradj e os Aws. Os habitantes de Medina esperavam que Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) os unisse e evitasse incidentes tais como a guerra civil de 618, na qual muitas vidas se tinham perdido.
Um documento conhecido como a Constituição de Medina revela como se estabeleceu uma confederação entre os seguidores de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) de Meca e os habitantes de Medina (Ummah). O preâmbulo do documento refere-se a ele como "profeta" e estabelece que as disputas devem ser submetidas à mediação deste, mas não lhe outorgou qualquer tipo de autoridade especial. Contudo, nos últimos anos da sua vida Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) tornou-se soberano da cidade em resultado do prestígio concedido pelas campanhas militares.
Por volta de 627, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) tinha unido Medina sob o Islão, com o desaparecimento dos seus inimigos internos. Os beduínos, após um período de batalhas e negociações, tornaram-se aliados de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) e aceitaram a sua religião. Depois de muito contacto com a cidade e com os muçulmanos, alguns converteram-se gradualmente. Ele regressou então a Meca para tomar posse da Caaba.
Unificação sob o Islão
Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) colocou os cidadãos de Meca sobre pressão económica, destinada primeiramente a ganhar a adesão deles ao Islão. Em Março de 628, ele partiu para a "peregrinação" a Meca, com 1600 militares que o acompanhavam. Os naturais de Meca no entanto, puseram travo ao avanço destas forças nos limites do seu território, em Al-Hudaybiyah. Alguns dias depois, os de Meca fizeram um tratado com Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele). Com negociação e o consentimento dos mais velhos Coraixitas, ele fez uma peregrinação à Kaaba, desarmado. As hostilidades iriam ter um fim e os muçulmanos iriam conseguir a permissão para fazer a peregrinação a Meca no próximo ano. O casamento de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) com Habiba, filha de seu antigo inimigo Abu Sufyan, cimentou ainda mais o tratado.
Após um certo período, o acordo extinguiu-se e a guerra rebentou. Em Novembro de 629, aliados de Meca atacaram um aliado de Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele), o que levou Muhammad a romper o tratado de Al-Hudaybiyah. Após um plano secreto, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) marchou sobre Meca em Janeiro de 630 com 10.000 combatentes. Não houve derramamento de sangue. Abu Sufyan e outros líderes de Meca submeteram-se formalmente. Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) prometeu uma amnistia geral (com algumas pessoas especificamente excluídas). Apesar de ele não os ter forçado, muitos habitantes de Meca converteram-se ao Islão. Em Meca, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) destruiu os ídolos na Kaaba e noutros pequenos santuários.
Após a Hégira, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) começou a estabelecer alianças com tribos nómadas. À medida que a sua força e influência cresceu, insistiu que as tribos potencialmente aliadas se tornassem muçulmanas.
Quando estava em Meca, Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) foi informado de que havia uma grande concentração de tribos hostis e ele partiu para as defrontar. A batalha teve lugar em Hunain, e os inimigos foram derrotados. Alguns viram agora Muhammad (que a Paz e Bençãos estejam com ele) como o homem mais poderoso da Arábia e a maioria das tribos enviou delegações para Medina, em busca de uma aliança. Antes da sua morte, rebeliões ocorreram numa ou outra parte da Arábia mas o estado islâmico tinha força suficiente para lidar com elas.

